quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Pensar é transgredir!

Viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece; porque a vida não tem de ser bebida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

Para reinventar-se é preciso pensar! Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: " Parar pra pensar, nem pensar!"

O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tv ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, um escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Algumas, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar-se. 

PENSAR PEDE AUDÁCIA, POIS REFLETIR É TRANSGREDIR A ORDEM DO SUPERFICIAL QUE NOS PRESSIONA TANTO. Somos demasiado frívolos: buscamos o atormento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado num urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: É SAIR PARA AS VARANDAS DE SI MESMO E OLHAR EM TORNO, E QUEM SABE FINALMENTE RESPIRAR. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se escondermos num canto escuro abafado nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem nosso olhar que lhe atribui identidade, sem nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: A VIDA NÃO ESTÁ AÍ APENAS PARA SER SUPORTADA NEM VIVIDA, MAS ELABORADA. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, OUSADA. Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é importo, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E QUE O MÍNIMO QUE A GENTE FAÇA SEJA, A CADA MOMENTO, O MELHOR QUE AFINAL SE CONSEGUIU FAZER!

Texto "Pensar é transgredir" de Lya Luft.

Viver com mais leveza!

Como tem gente negativa! Caramba, como as pessoas gostam, só podem gostar, de alimentar esse padrão. Ok, é desconfortável estar numa situação onde você não gostaria de estar ou passar, tudo bem, eu sei bem como é. Mas ficar alimentando só o que tem de ruim, não é um tanto quanto burrice? Por acaso vai te adiantar alguma coisa alimentar a irritação, a raiva, a frustração, a vontade de estar em outro lugar, a incomodação que você fica fazendo na cabeça de alguém... enfim, vai te ajudar em alguma coisa? Acho que não né. Então, vamos olhar pro lado bom dela! Deve ter alguma coisa de boa nisso! Não é possível que você só se meta em roubadas e em coisas das quais você não gostaria de estar, né?!?! (Se a resposta for sim, sinto lhe dizer, mas a responsabilidade delas acontecerem é só sua).


Você está numa situação onde não gostaria de estar, mas que tal tentar olhá-la com outros olhos? Fazer algo diferente, ou as vezes aprender a colocar limite na pessoa que te "obrigou" a estar ali, ou quem sabe, apenas observar o que há ao seu redor, tente escutar os diversos sons que possam existir e desfocar desse monte de tranqueira que vem a sua cabeça (são só pra te deixar pior do que já está)! E passe a levar a vida de uma maneira mais leve!


Já experimentou sair andando por ai e observar o que geralmente não observa? Por exemplo: o ninho de passarinho na árvore em frente a sua casa, ou as flores do jardim da vizinha. Ou então, coisas do seu dia a dia, um elogio que ganhou de um colega, um bolo que foi deixado na cozinha, um abraço aconchegante, um sorriso de bom dia... e DAR RELEVÂNCIA, IMPORTÂNCIA  PARA ESSAS SITUAÇÕES!!! Na maioria da vezes, perceba, elas não passam batido?
Então, se você mudar um pouquinho o seu foco, ou a maneira de olhar as coisas, seu dia pode se tornar menos estressante, seus surtos de raiva se tornaram menos frequentes e passará a ver mais beleza nas pequenas coisas. NÃO LEVE A VIDA TÃO A SÉRIO, DIVIRTA-SE! E quando for pra ser sério, seja mas depois relaxe ;-)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ah o amor...

Já que estou sem inspiração nestes dias, aqui vai um ótimo texto do Osho sobre o amor! 

No Simpósio, de Platão, Sócrates diz:
Uma pessoa que pratica os mistérios do amor estará em contato não com um reflexo, mas com a própria verdade. Para conhecer essa bênção da natureza humana, não se pode encontrar auxiliar melhor do que o amor.

Durante toma a minha vida, comentei sobre o amor de mil maneiras diferentes, mas a mensagem é sempre a mesma. Apenas algo fundamental precisa ser lembrado: não se trata do amor que você acha que é amor. Nem Sócrates está falando desse amor nem eu estou.

O amor comum que você conhece nada mais é do que um impulso biológico; ele depende de sua química corporal e de seus hormônios. Ele pode ser alterado muito facilmente... uma pequena mudança em sua química e o amor que você considerava como a "verdade suprema" simplesmente desaparece. Você tem chamado a sensualidade de "amor". Essa distinção tem de ser lembrada.

Sócrates diz: "Uma pessoa que pratica os mistérios do amor...". A sensualidade não tem mistérios, ela é um simples jogo biológico. Todo animal, todo pássaro, toda árvore o conhece. Certamente o amor que tem mistérios será totalmente diferente do amor com o qual você está familiarizado.

O amor que pode se tornar um contato com a própria verdade emerge somente a partir de sua consciência; não a partir de seu corpo, mas a partir de seu mais íntimo ser. A sensualidade emerge a partir do seu corpo, o amor emerge a partir de sua consciência. Mas as pessoas não conhecem a própria consciência, e o mal-entendido continua: a sensualidade corporal é tomada como amor.

Muitas poucas pessoas no mundo conhecem o amor. Essas pessoas são as que se tornaram silenciosas, pacíficas... E, a partir desse silêncio e dessa paz, elas entraram em contato com o seu ser mais íntimo, com a sua alma. Uma vez em contato com a sua alma, seu amor se torna não um relacionamento, mas simplesmente uma sombra sua. Não importa onde você ande, com quem você ande, você está amando permanentemente.

No momento, o que você chama de amor está endereçado a alguém, confinado a alguém. E o amor não é um fenômeno que possa ser confinado. Você pode tê-lo em suas mãos abertas, mas não em suas mãos fechadas. No momento em que suas mãos se fecham, elas ficam vazias. No momento em que elas se abrem, toda a existência fica ao seu alcance.

Sócrates está certo: aquele que conhece o amor verdadeiro também conhece a verdade, pois eles são somente dois nomes para uma só experiência. E, se você ainda não conheceu a verdade, lembre-se de que você também não conheceu o amor.

Osho
do livro Amor, Liberdade e Solitude, Editora Cultrix, 2006

É aquele negócio, ame a você primeiro, faça as coisas por você, pense em você! Que depois, com o outro, tudo vem naturalmente!